
..."Muitas lições haverá a tirar dos acontecimentos, tanto do dia de hoje como das últimas semanas. O PCP preveniu e insistiu em que a campanha anticomunista, o acréscimo da
sabotagem económica, a vaga de calúnias, violências e provocações, os golpes de mão em escolas, sindicatos e autarquias, a agudização artificial de conflitos sociais, a tentativa de paralisar pela greve sectores importantes da vida económica, se inseriam num processo de deterioração da situação social e política, preparando terreno para um golpe reaccionário. Os factos aí estão para comprovar a razão da advertência.

O PCP pronuncia-se firmemente pelo respeito da ordem democrática e pela adopção de firmes medidas contra aqueles que, desrespeitando-a, põem em perigo a própria democracia."...(comunicado da Comissão Política do PCP de 11 de Março de 1975)

Como Álvaro Cunhal disse muitas vezes : " Fizeram o mal e a caramunha".
As leis dos partidos políticos, do financiamento dos partidos e das eleições autárquicas, a engenharia eleitoral que o PS e o PSD acordaram para as eleições legislativas, o código do trabalho e as exigências do patronato, as restrições à liberdade nas empresas, os ataques aos sindicatos e à actividade sindical, a privatização de serviços essenciais do Estado e de sectores vitais da economia, a degradação dos serviços nacionais da saúde, da educação e da justiça, a concentração da comunicação social na mão de grandes grupos económicos, a perda de importantes instrumentos de soberania, a subordinação da política externa aos interesses expansionistas dos EUA, com a participação cúmplice em acções militares à revelia do direito internacional, o aprofundamento das desigualdades sociais, com a escandalosa concentração da maior fatia da riqueza nacional na mão de um cada vez menor número de famílias, etc,etc... são exemplos de como em Portugal, 34 anos depois de Abril de 74, as forças mais retrógradas da

Muita da evolução positiva que se regista hoje na sociedade portuguesa se deve ao impulso revolucionário de Abril e à luta determinada dos trabalhadores ao longo dos últimos 34 anos. As recentes mobilizações e lutas são disso um bom exemplo.
Como Jerónimo de Sousa costuma dizer: " Quando se luta às vezes pode-se perder, mas quando não se luta então perde-se sempre".
1 comentário:
Bem lembrado.
Obrigado.
Abraço.
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